Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



Rapa-tachos

por neves, aj, em 30.12.06

(alerte-se que tacho, termo não empregue no Brasil, refere-se, ao invés depanela, a recipiente mais largo que fundo, mas também pode ser um emprego bemremunerado conseguido muitas vezes por linhas travessas, através das célebres cunhas, e queos tempos modernos rebaptizaram de job

Photobucket - Video and Image Hosting
pão-duro   rapa-tachos salazar
Photobucket - Video and Image Hosting

Por aqui, por terras brasileiras, o objectoem honras de destaque é chamado de pão-duro,generalização de todo aquele (ou aquela) que evita portodos os meios possíveis e imaginários gastar um centavo sequer (ou umcêntimo se preferirem), aferrolhando assim  toda a moedinha que esteja aoseu alcance. Será um avarento Tio Patinhas à brasileira e será fácil de imaginar a vida dura,não dos sobrinhos, mas de um filho de pão-duro e, do mesmo modo, facilmente se compreenderáque em roda de amigos no bar da esquina, o pão-duro vai esquecer-se sempre dacarteira em casa ou no automóvel que está estacionado bem longe dali. Em Portugal, o pão-duro dá lugar ao salazar (aquiescrito em minúsculas por nos estarmos a referir ao dito objecto), termo sábioque vem mais uma vez demonstrar a enorme capacidade criativa do Zé Povinho,sabendo fazer a analogia perfeita entre um utensílio que tem por finalidadeevitar o desperdício, limpando ou rapando tudo e não deixando nada, e o homem que, àaltura, tinha sido Ministro das Finanças (Fazenda) e depois Presidente dum Conselho deMinistros que liderou durante 40 anos... outras histórias que agora não sãopara aqui chamadas.

Verdade seja dita que após esta introdução descritiva dum rapa-tachos, não sabemosexplicar de forma bem clara o que nos levou a falar hoje, Sábado dia 30 deDezembro e quase no finalzinho de 2006, de glutões ou comilões, vocábulos que oDicionário de Língua Portuguesa também chama aos rapa-tachos... culpa da Quadra Festiva que atravessamos? 

A intençãoera outra e até sei que a questão do tempo deveria entrar na crónica, não desse tempo que os relógios mastigam, antes sim do outrotempo que tanto nos alimenta como arrefece os ossos e que é (quase) sempre temade conversa ou de escrita quando falta assunto e, como este está a faltar, atévem a propósito contar que quando hoje me levantei (seriam umas seis) estava longe de pensar que o Solradioso que entrava p'las vidraças adentro iria progressivamente desaparecer e dar lugar a uma tardecinzenta, ventosa e chuvosa, contudo e como sempre, bem acalorada. Na parte da manhã ainda saí decasa, umas compritas, mas logo ao início da tarde o tempo começou a mudar e os planosde voltar à rua foram de imediato colocados de parte, já que nesta cidade epor esta altura de Verão um indivíduo pode sair de casa arreado como um pavão e entrarque nem um pinto, completamente encharcado da cabeça aos pés.

Após o almoço e a meio de dois dedos de conversa com a Maria, lembreientão (porque a memória ainda funciona e o desejo era grande) que era hora,talvez, de enviar naquele que é o dia-mor da vida de cada um de nós, um abraço de parabéns ao meu irmãoque me leva quase uma dezena de anos à frente,  diferença esta que nãofoi impeditiva de fazermos dupla nas lides futebolísticas nem de agora mantermos umasalutar ligação. A hora foi acertada e em vias da disponibilidade, meu irmãotomou a iniciativa ligando de lá para cá para batermos um papo falandode tudo um pouco tal como em conversa trivial que teríamos em presença físicaum do outro, tudo isto porque a comunicação entre nós é assaz frequente e aescrita está mais ou menos em dia.

Talvez por o espírito ter ficado mais composto, surgiu a ideia de que nãoseria nada ruim tratar agora do físico, do estômago em particular... mãos à obra etoca de fazer uns docinhos para o nosso reveillon, que de forma graciosamentehumilde vai ser passado em casa, espreitando p'la janela para apreciar os fogosde artifício e trocando senhas de bom ano e boas vindas entreapenas nós os dois, corrijo...três, e desculpem-me por ser obrigado a meter naconta esta cachorrrra que não me larga a perna e a quem até já tive de dedicartexto. Deixando para amanhã asrabanadas (será desta que vos vou deixar aqui a receita?) tratámos de fazer umleite-creme e um Bolo de Laranja a que eu chamo pomposamente de 3 x 150 (trêsovos por cento e cinquenta de farinha, de açúcar, de margarina) e que é deconcepção tão simples que até se envergonharia de constar do Pantagruel ou doutroscatrapázios (expliquem-me lá porque é que os dicionários não admitem estapalavra se o povo a diz e escreve tão bastas vezes)...

e ufa... chegámos enfim aos finalmentes,ao porquê de ter dado semelhante título a esta crónica, é que foi aqui na feitura do bolo e naaltura de aproveitar as migalhas para o dito ficar maior (ficará?) que entrouem acção o salazar pão-duro, rapa-tachos, rapa-alguidar ou rapa-tigela, que cá em casa é deplástico um pouco diferente daqueles que eu conhecia, de borracha com um caboem madeira, e que UmaCasa Portuguesa está a reeditar, assim como outros produtos que faziamparte do nosso quotidiano de outrora.

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 21:27

A Nossa Selecçao

por neves, aj, em 30.12.06

Photobucket - Video and Image Hosting

Federação Portuguesa Futebol

Vozdo Seven vestea camisola

EURO 2008

Umas jáfinalizadas, outras ainda a decorrer... foi, é, o acompanhamento possível à
SelecçãoNacional Portuguesa 

MUNDIAL 2006
Sub 21
2006
Sub 21
2007
Sub 21
2008
Mundial Futsal 2004
<imgsrc="http://img.photobucket.com/albums/v642/seven2005/desporto/logocombandeiras.gif"alt="mundial> Futebol Olímpico 2004

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado às 11:03




calendário

Dezembro 2006

D S T Q Q S S
12
3456789
10111213141516
17181920212223
24252627282930
31