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Cérebro de galinha

por neves, aj, em 18.12.07

Photo Sharing and Video Hosting at PhotobucketO cérebro de galinha é célebre. Não pelo seu desenvolvimento, claro. Dizem que não chega a ser do tamanho de uma ervilha e atendendo à fama de que goza até acreditamos que, para a galinha, sê-lo ou não desse tamanho ou mesmo tê-lo ou não ter não será propriamente questão.
Sendo assim e se a galinha é assim tão estúpida, com autêntico cérebro de galinha, que quererá aí essa criatura de galinha ao alto? Enfiar-lhe o dedo pelos olhos adentro não será certamente. Mostrar à vasta plateia que afinal as galinhas não serão assim tão estúpidas e até conseguem ensaiar uma sequência numeral? Não acreditamos, galinha é estúpida mesmo.
Reparem bem na foto, na galinha. Ampliem com um clique e observem melhor. Não vos faz impressão o olhar tão fixo do galináceo? Não vos parece que a galinha estará mais encantada que as cobras indianas que apesar de surdas erguem a cabeça ao som da música? É mesmo isso... encantada, viajando por esse mundo afora, talvez. Quem sabe se não se estará a imaginar ave de rapina de grande porte esvoaçando pelo alto das mais elevadas montanhas e com vontade de dilacerar o dedo ao seu antagonista? Só que não pode, porque está em transe... hipnotizada.
É, é verdade. Apostamos que está. E não é tarefa tão difícil como se possa pensar, porque afinal e certamente por causa do tal cérebro de galinha, os nossos amigos de duas patas são os animais mais fáceis de hipnotizar. Diz quem sabe. E até estamos à vontade de afirmar que é pela galinha que o aprendiz da arte de colocar a dormir o parceiro tem de obrigatoriamente começar, treinar bastante com ela até dominar a técnica e só depois, muito depois, chegar ao homem. Verdade e quem tenta fazer atalho pode muito bem meter-se em grande trabalho.

Bom, mas a galinha não está aqui a provocar as vossas gustativas nem a fazer honras ao mestre professor em aula de hipnotismo lá pelo oriente, na China, ela está aqui a lançar um desafio. Desafio que julgamos não ser muito difícil, talvez custoso de começar apenas, mas não se pense que este desafio é para qualquer um já que ele vai bem direccionado para um amigo que até nos lê e que aquando da sua passagem por terras africanas foi considerado como que uma divindade à custa das galinhas.
Não será muito difícil de perceber as razões, não é verdade?
Que venha daí a crónica caro amigo.

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publicado às 08:51

Tiveste sorte, podia ser pior

por neves, aj, em 18.12.07

CLICAREsta é uma daquelas situações em que se pode aplicar a mais optimista e quiçá também mais eloquente das expressões que constam dos calhamaços da sabedoria popular: tiveste sorte, podia ser pior.
Já passámos por isso quando em 1998 ao saltarmos atleticamente uma corrente de ferro elevada aí uns 40 centímetros do solo saboreámos o pó. Bom, o pó como quem diz já que o chão era coberto de duro cimento/concreto e o resultado foi uma fractura no membro superior a nível do cotovelo (mais precisamente no olecrâneo/olecrano do osso cúbito ou ulna do antebraço esquerdo).
– Eh pá, que foi isso?... partiste o braço?... como é que aconteceu?
E eu, pela enésima vez lá conseguia arranjar/arrumar pachorra para explicar mais ou menos o tombo perguntando-me mais uma vez porque ninguém se interessava se tinha dores, por exemplo.
– Vá lá, podia ser pior...
– ... é
– Uns centímetros mais e podias ficar com o cotovelo inutilizado...
– ... é mesmo
– No meio disto tudo até tiveste sorte, se fosse o direito...
– É, sorte do caraças (ou do cacete, como por aqui se diz) andar com o braço pendurado ao pescoço, limitado de movimentos e a calçar as meias com o calcanhar virado para a frente...
– ... mas olha que era bem pior se tivesse sido um pé ou uma perna... tinhas que andar de muletas...
– ... ou de cadeira de rodas...
– ... eia... nem tanto...
– ... é... há quem desloque uma vértebra por menos... ficar paraplégico...
– ... exagerado...
– ... eu?
Realmente perante a calamidade temos sempre sorte, porque a mente humana pródiga em imaginação lá consegue amenizar o azar de terem ido os anéis por terem ficado os dedos. Vejam lá que até na morte, o mal sem cura, a voz do povo é douta e benta procurando suavizar-nos a dor:
– ... coitado, pelo menos não sofreu...
– ... é, mas partiu...
– ... todos temos que ir um dia...
– ... é, mas ninguém quer tomar a dianteira...
– ... chato, sempre do contra...
– ... eu?
Realmente partir sem dor será o mal menor já que do verdadeiro mal não se pode fugir.
Bom, mas ao levarmos a conversa para o nosso cúbito fracturado e da sorte que tivemos por não ter sido também o rádio, o úmero ou todo o membro, pelo menos, desviámo-nos daquilo a que nos propúnhamos: a de noticiar a sorte que esse carapau teve em escapar de ser enlatado e assim partir entalado para o outro mundo.
Podia ser bem pior, pá, tiveste sorte...

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publicado às 06:31




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