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Isto não está nada bom

por neves, aj, em 04.01.08

PhotobucketHoje, ainda não eram 7 horas da manhã quando escancarámos as janelas. Aliás como é costume. De imediato o ar fresco entrou em torrente e o abafado da noite evaporou-se num instante levando com ele, certamente, os teimosos pernilongos que escaparam à acção daquele aparelho que se liga à corrente eléctrica.
Vá lá saber-se porquê mas estes mosquitos, muito provavelmente primos bem próximos das nossas conhecidas melgas, adoram o sangue deste pobre lusitano talvez por andar carregado de glicose, sim porque não acreditamos que seja alguma acção concertada de vingançazinha contra o descendente colonizador e dizemos isto pela simples razão de sermos nós os únicos contemplados cá em casa.
Enquanto saboreávamos um café acabado de fazer dávamos graças aos deuses por podermos sentir esta brisa tão agradável no corpo quase nu (apenas uns calções, da Selecção, vestidos). De imediato pensámos que hoje não seria dia acalorado, a trovoada habitual do fim de tarde não devia aparecer e assim também os residentes nas áreas mais baixas da cidade livrar-se-iam de enxurradas. Ficámos contentes. No entanto estranhámos o comportamento da cachorra: levantou-se da cama colocada a um canto da sala, passou por nós como cão por vinha vindimada e depois de ir aliviar-se fisiologicamente no local certo (é cão, não é burro nem porco) enfiou-se no nosso quarto enroscando-se debaixo da cama onde a dona fazedora de todas as vontades ainda dormia.
Só quando chegou o segundo espirro é que entendemos que a cachorra parece que estava a avisar de algo e agora, já noite, depois de termos passado um dia pleno de arrepios e dores por todo o corpo com sensações de frio alternando com temperaturas febris, cá estamos não muito bem mas também não exageradamente mal... comme si comme ça, se nos é permitido.
Amanhã será outro dia e esperamos já estar em forma... é que temos tanta coisa para colocar no papel e há sempre algo que nos interrompe. Em conclusão parece que vamos é dar mais atenção ao comportamento desta quatro patas prancheada à janela aqui do nosso lado esquerdo, talvez começar por lhe ensinar os números para posteriormente nos fornecer a chave da Mega-Sena (o Loto).

Quem sabe?

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publicado às 20:10




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