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À boleia de uma boleia

por neves, aj, em 29.02.08

PhotobucketAndávamos nós nas lides de busca por uma fotografia condigna da Memória da Ponte sobre o Rio Dão (a que temos em arquivo e que publicamos fica bem aquém do que se desejava) quando desaguámos num texto intitulado Uma boleia em Lisboa.
Apesar de não vermos foto alguma, apenas texto em letra de corpo pequeno e pintada a negro em fundo esverdeado, iniciámos a leitura do artigo que em prosa entusiasmante e encadeada nos começa por contar a epopeia de um viajante a caminho do Aeroporto de Lisboa e que por lapso se tinha apeado longe demais do terminal.
Estupefacto por lhe oferecerem uma boleia em plena Lisboa, carona se em perspectiva brasileira, o articulista leva-nos então aos seus tempos de juventude quando tinha de calcorrear a distância entre a Estação de Caminho de Ferro de Santa Comba Dão até à então Vila contando-nos como desacelerava o passo à entrada da Ponte sobre o Rio Dão, junto à Memória, à espera que um automobilista amigo lhe "aliviasse o tormento da subida" [da Via Cova]. Face à constatação de que estávamos perante um conterrâneo não resistimos e fomos de imediato "ao fim da história", mais propriamente indagar o nome do autor. O artigo vem assinado por Salvador Massano Cardoso e claro que temos presente o Professor Universitário da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra que nas suas horas de ócio lá arranja um tempinho para se dedicar à escrita de histórias da sua vivência e que costumava oferecer-nos no jornal da terra. Como nunca mais vimos qualquer publicação no semanário aqui fica a ligação ao blogue 4R - Quarta República (também ligação na Casa-Mãe) para que os estimados leitores apreciadores como nós das crónicas do Prof. Dr. Salvador Cardoso possam continuar a usufruir delas.
Ah, a história da boleia. Podeis saber o seu final a partir daqui, embora não resistamos a contar que a história nos fez recordar idênticas peripécias bem aceleradas por que passámos, cremos que numFiat 1 500, embora não nos lembremos de ter feito rogos ao Senhor da Ponte.

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publicado às 10:37

Tropa de Elite

por neves, aj, em 28.02.08

(nunca é tarde para homenagear)

O filme brasileiro Tropa de Elite foi o grande vencedor do festival de Cinema de Berlim. Na foto, que dá acesso a álbum, o director José Padilha exibe orgulhosamente o Urso de Ouro.

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trailer sítio oficial rap das armas

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publicado às 21:19

Dragão

por neves, aj, em 28.02.08

(nesta entrada estávamos apenas para escrever "livrai-nos da humilhação e entreguem-lhe já o caneco", mas depois perdemo-nos um pouco... afinal o costume)

Photo Sharing and Video Hosting at PhotobucketDragão é monstro mitológico que faz parte da cultura de vários povos e civilizações. Apesar de em grego o seu nome significar grande serpente parece-se mais com um enorme lagarto alado que tem a particularidade de cuspir fogo, pelo menos alguns. Rodeado de mitos e lendas, o dragão adquire variadíssimas imagens conforme a cultura. No entanto nesta curta entrada só nos interessa o simbolismo que o dragão representa no futebol português já que ele é parte indissociável, chegando a denominá-la se redigida em letra maiúscula inicial, de uma das maiores agremiações desportivas do país, o Futebol Clube do Porto, sediado como é óbvio na chamada Capital do Norte, a Antiga, Mui Nobre e Sempre Leal Invicta Cidade do Porto.
Não somos simpatizantes do Dragão, de jeito nenhum, mas temos que confessar que o animal mitológico nos atrai e apreciamos imenso as actividades culturais das terras do Sol Nascente, nomeadamente a dança, em que ele é protagonista. É certo que a imagem publicada em formato reduzido (que pode ser ampliada com um clique) e subtraída de um dos blogues do amigo Mário (A Chama do Dragão, inevitável, e A Toca do Lobo, cada vez mais saborosamente acolhedora) fica bem aquém da dança inocente a que acabámos de fazer referência, mas este dragão representa a força, o poder de ferro e fogo com o que o Dragão está a pulverizar a concorrência no Campeonato da I Liga do Futebol Português... justiça seja feita.
E, embora com as vontades chamuscadas, está feita justiça e o merecido reconhecimento.

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publicado às 11:51

Zé Neves, na arte

por neves, aj, em 28.02.08

PhotobucketProvavelmente por culpa da divulgação da minha careca recebi da parte de um dos meus sobrinhos a careca de meu pai nos finais dos anos 80 do século passado. A foto, em redução aí ao lado que com um clique vos leva a tamanho tipo postal, foi captada (provavelmente) por esse meu sobrinho quando ele ainda andava na descoberta da maravilhosa arte de fotografar e que o prendeu de tal ordem que hoje faz dela profissão. E se atrás digo provavelmente é porque me comunicou que não tem a certeza absoluta se foi ele que fotografou ou o primo, meu sobrinho também, seu companheiro de então nesta iniciação à fotografia, cujo bichinho, saliente-se, lhes foi incutido por um dos meus irmãos, tio dos dois.
A foto. Ressalta à vista que este retrato a preto e branco de meu pai no desempenho da sua arte de alfaiate não está nas melhores condições. Não tanto pela idade, vinte e poucos anos, e sim mais pela deficiente técnica com que foi revelado. Afirmo-o com segurança não só porque de fotógrafo e de louco cada um de nós tem um pouco, mas também por eu próprio ter participado (de modo esporádico, é certo) nalgumas revelações fotográficas feitas em estúdio improvisado numa divisória da casa de meu sobrinho. É verdade, acreditai que também cheguei a assinar algumas das fotos... não na forma de Neves, AJ com que assino os textos aqui no Voz, mas na de mancha negra cópia fiel de morrão de cigarro que aspirado na câmara escura iluminava mais que holofote em noite de breu.
E em remate, os agradecimentos ao sobrinho pela homenagem que prestou ao avô.

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publicado às 07:40

Futebol Regional, Viseu

por neves, aj, em 26.02.08

A Camisola Preta

CLICARA foto foi captada no Municipal de Santa Comba Dão e retrata um momento do encontro entre o Desportivo Santacombadense e o Viseu e Benfica referente aos quartos-de-final da Taça Sócios de Mérito da Associação de Futebol de Viseu. É bem claro que a equipa de Viseu é aquela que veste de vermelho (à Benfica) e todo aquele que acompanha o futebol regional sabe que o Preto é a cor identificativa dos Pinguins.
Registe-se que apesar de não constar de algum dia terem sido vistas a mergulhar nas águas do Dão, as simpáticas aves ex-libris da Antárctica no Pólo Sul deram a sua imagem (e nome) ao Desportivo Santacombadense. Registe-se ainda que embora se apresentem com franca pelugem branca na parte anterior do corpo, os pinguins preferiram constituir o preto da sua "capa" como a cor principal (ou oficial) desta agremiação desportiva santacombadense fundada em 24 de Setembro de 1952. Teria nascido assim, muito provavelmente, o equipamento mais belo do mundo, completamente preto ou negro, como queiram: camisola, calção e meias pretas, com o branco (apenas as camisolas) a aparecer como alternativa e o amarelo das camisolas dos guarda-redes ou goleiros a dar aquele toque harmonioso.
Mas, como podem observar pela foto publicada, os nossos rapazes aparecem com calção claro que em foto de planomais próximo nos revela ser em tons cinza. Lamentavelmente (quanto a nós, claro). Para mais estando o adversário equipado com calções brancos tão propícios à confusão. Sabemos que o mundo está em constante mudança e no futebol podemos ver de tudo como, por exemplo, o Benfica surgir de equipamento rosa ou o Corinthians de São Paulo (predominantemente negro com leves riscas verticais brancas) a aparecer de roxo. Mas, aqueles tratam-se de equipamentos alternativos e houve, certamente, a preocupação de se manter inalterado o principal.
Pois que os tempos mudem, mas que se preserve o que os antepassados fundadores deixaram: é que o preto total na
Camisola Preta vai além da tradição e entra em campos sentimentais, identificativos e até de orgulho. Defendemos onegro total e sempre o defenderemos, e já que não se pode viver, sobreviver, sem as aberrantes publicidades estampadas nas camisolas que pelo menos se desvie o mínimo possível do equipamento original.

Quanto ao desafio, disputado na manhã de Terça-feira de Carnaval, soubemos pelo blogue Grupo Desportivo Santacombadense (não oficial) que os Pinguinsvenceram por um concludente 4-1 e que irão defrontar o Oliveira de Frades nasmeias-finais da Taça cujo vencedor, lembramos, tem entrada directa na Taça de Portugal da próxima época.

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publicado às 10:10

Zé Neves, 91 anos

por neves, aj, em 25.02.08

Nascido em 1917, meu pai completaria hoje, 25 de Fevereiro, 91 anos

Talvez houvesse festa. Creio que sim. Sem pompa nem circunstância, bastaria que em qualquer canto do planeta e em clima de franca alegria [e sem a sensação de despedida a pairar sobre as cabeças] se reunissem à sua volta os filhos e netos (e alguns bisnetos) e se não evoco minha mãe é porque ela é apenas memória há mais de trinta anos.
Talvez eu estivesse presente, quem sabe. Talvez os quatro filhos estivessem juntos, vá lá saber-se. Mandar-se-iam às malvas, seguramente, os temores do colesterol e da tensão alta e brindar-se-ia por um ano mais na esperança ilusória de que a sequência jamais será interrompida!
Talvez eu redigisse meia dúzia de palavras em rima para a neta declamar após o apagar de velas e o entoar de parabéns, e quase de certeza que as publicaria em homenagem pública no jornal da terra. Na Sexta-feira meu pai colocaria, pleno de prazer, a tradicional bolinha à volta da minha assinatura. Seguramente.
Talvez, quem sabe... tanto talvez e pouca certeza, aliás a minha única certeza é que tudo o que escrevi se passa nas ondas da minha imaginação porque a realidade é outra bem diferente que me deixa assim meio zonzo de palavras.

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É, Zé Neves, isto hoje está mal de palavras. Eu bem puxo por elas, mas está difícil. Espremo a laranja, às vezes limão, mas nada de suco. Confesso, e você tem de aceitar, que com a mãe torna-se mais fácil. Sinto-me mais solto com ela e a liberdade que tomei em tratá-la por tu é prova inequívoca. Para mais, se com a mãe a escrita começar a falhar tenho trunfo forte entre imaginações: puxo por uma rosa que vale mais que um milhão de palavras. E se for uma rosa vermelha, igual àquelas que você cuidava no quintal de casa e que nem sei se ainda existem, então valerá dezenas de milhão. A si, o que lhe vou oferecer neste dia de aniversário? Se eu tivesse nascido Maria talvez lhe desse então uma flor ou enviasse um beijo, mas sendo que não e assim num repente de momento acho que vou embelezar este texto a si dedicado com algo que também lhe pertence e que todos os dias me diz ao espelho que não é doença e sim certidão de nascimento.

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publicado às 07:26

Zeca partiu há 21 anos

por neves, aj, em 23.02.08

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Nascido em 1929, José Afonso Santos faleceu em 23 de Fevereiro de 1987.
A doença levou-lhe o corpo, mas o lutador revolucionário ficou connosco. Como também ficaram as suas músicas e voz, a voz de Grândola que foi sinal em Abril, a voz da resistência e do canto popular, a voz de Coimbra.
Libertado da Lei da Morte, Zeca Afonso ficou e permanecerá sempre connosco.

tributo 20 anos ouvir Zeca recordar Zeca Zeca Afonso

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publicado às 19:23

Ovo Kinder

por neves, aj, em 23.02.08

(a todas as mães)

PhotobucketA foto circula pela web de mail em mail com o título em epígrafe sendo que "ovo kinder" é sinónimo de guloseima de chocolate em forma de ovo e do qual nasce um brinde surpresa.
Muitos dos brindes são constituídos por pequenas peças que com um pouco de habilidade e paciência se podem unir harmoniosamente  umas às outras, construindo pequenos objectos deveras bonitos e interessantes como aviões, automóveis, bonecos ou casinhas.
Por norma, o público alvo do "ovo kinder" são as crianças, mas somos capazes de apostar que ainda estará por fabricar o primeiro deles em que a participação de um adulto não se faça presente. Pelo menos há uns anos era assim. E não se pense que aquela ajuda se baseava apenas em dar uma dica ou outra por o filho, ou filha, estar a colocar a peça ao contrário ou a trocar as mãos pelos pés... temos (bastante) conhecimento de causa de que alguns pais participavam activamente nesta questão podendo ainda afirmar com segurança de que os "ovos kinder" eram (talvez ainda sejam) a alegria de duas almas: o filho, filha também claro, que se empaturrava de chocolate e o pai que sob o olhar atento e admirativo do primeiro ia construindo peça por peça o modelo saído em sorte. No final ambos sorriam triunfalmente, o filho, aliás filha, por ter ganho, fora o chocolate, mais um modelo da Pantera Cor-de-Rosa (a Pink Panter) e o pai por ter conseguido levar a bom termo o projecto e por ter satisfeito as crianças, o seu fruto e aquela que residia dentro de em si.

À primeira vista poderá parecer que a divulgação da foto de mão em mão seja como uma invasão de privacidade e acreditai que pensámos duas vezes, aliás bem mais, se a deveríamos colocar abertamente na rede. Optámos pelo sim, sim senhor que nada de mal tem mostrar ao mundo um ventre grávido (tivemos o cuidado de fazer uns cortes) mesmo que a pele desse ventre se apresente disforme e o rosto da dona desse ventre revele cansaço de ansiedade. Afinal a maternidade é assim.  Por outro lado, cremos que o sorriso da senhora grávida (provavelmente francófona já que a foto trazia a indicação "avant", de antes claro) nos revela que a futura mãe sentirá o maior dos orgulhos por saber que o seu ventre em forma de ovo recheado que nem ovo kinder percorreu quilómetros, milhares, subiu montanhas e galgou mares e foi apreciado por milhares, milhões de pessoas. Não temos informação sobre a data da foto, nem temos notícias de como se desenrolou o acontecimento: certamente que difícil, talvez doloroso, mas a terminar bem. Maravilhosamente bem, como podereis observar após clique sobre a foto publicada: uma mãe bonita, elegante e orgulhosa acompanhada de seus pimpolhos.

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publicado às 07:29

Seis milhões

por neves, aj, em 23.02.08

A gigante está a abarrotar. Já ouvimos (programa televisivo na Band) a especialista da Universidade de São Paulo que a manter-se este ritmo de crescimento da frota automóvel daqui a 5 anos o trânsito na cidade irá parar, pura e simplesmente parar, já que  os milhões de veículos não poderão mexer-se. Pessimista exagerado ou visionário realista? Ah... saliente-se que na altura o professor focou "apenas" 500 novos registos diários.

PhotobucketNa passada Quinta-feira, a cidade de S. Paulo teria atingido o registo de 6 milhões de veículos motorizados se se cumpriu a média de 800 registos diários. Segundo cálculos, nas horas de ponta ou pico circularão nas ruas da enorme urbe à volta de  4 (quatro) milhões de veículos.
É um autêntico enxame sobre rodas que provoca loucos congestionamentos de dezenas e dezenas de quilómetros e o desespero de milhões de paulistanos.
Na página do G1-portal da Globo (que nos oferece algumas imagens em vídeo) especialista dá-nos a solução que passará pela inspecção de veículos para retirada daqueles que não apresentam condições de rodar e pela priorização do transporte público. Por conhecimento de causa, perguntamo-nos como é que o especialista conseguirá convencer pessoas habituadas ao conforto individual no assento do seu automóvel que até possui ar condicionado a viajar em ônibus completamente lotados (alguns deles teriam feito a guerra de 14 como soi dizer-se) fervendo de calor e odores e onde o povo é mais prensado que sardinha em lata e em linha de metropolitano deveras reduzida, à parte o bom serviço oferecido (quanto a nós, é evidente). Num futuro será possível? Acreditamos que sim, mas por este andar quem nos garante que a frota automóvel nesse futuro não será de 10 milhões e os habitantes de vinte, passe o exagero?
Dos 6 milhões de veículos registados, segundo a FolhaOnline (acesso através da foto), 4 milhões e meio serão automóveis, o que feitas as continhas dará 2,4 habitantes por automóvel. Ou seja teremos 2 automóveis por (quase) cinco habitantes ou, em números mais correctos, existem 5 automóveis por cada 12 habitantes. Atente-se que são números meramente estatísticos que se baseiam numa simples divisão entre o número de habitantes e de automóveis (ou vice-versa) não nos indicando, de maneira alguma, outros parâmetros que seriam merecedores de serem focados. Contudo, são números próximos de Paris (2,3 habitantes por automóvel).

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publicado às 05:32

Cadê o trem?

por neves, aj, em 22.02.08

PhotobucketO comboio outro remédio não teve que pôr-se a milhas já que força mais poderosa se alevantou. A estrada de ferro desapareceu para dar lugar a uma de água, a um autêntico ribeiro ou riacho. Dizem que por causa da chuva intensa. Também, mas não só... bueiros entupidos, demasiado lixo a boiar e depois haverá sempre aquela tendência de o líquido mais precioso ao cimo da Terra regressar às suas origens, afinal aos locais onde correria livremente antes da intervenção humana.
Outros assuntos.
E pronto, foi mais um dia de inundações ou alagamentos que de tão fortes até fizeram parar o comboio/trem [clicar na foto para ver outras mais]. Nós, felizardos da silva residentes em zona em elevação livramo-nos dessas enchentes que aliadas a uma certa precariedade nas habitações podem facilmente tornar-se em autênticas catástrofes e destruir todo o trabalho de uma vida... e o Povão, qual mexilhão que se lixa com o rebentamento das ondas do mar, lá vai aguentando ano após ano.

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publicado às 21:41

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