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Pontapraça alindada

por neves, aj, em 18.03.08

PhotobucketDissemos aqui uma vez que o Casarão da Pontapraça tinha sido adquirido pela Câmara Municipal da nossa cidade de Santa Comba Dão para nele instalar alguns serviços visto que o velhinho edifício estará a rebentar pelas costuras. Por se situar pertinho da sede pareceu-nos logo à partida  medida bem apropriada, mas não é nossa pretensão estar para aqui a emitir opinião tanto que tudo o que antes escrevemos jamais chegou lá acima e cá para nós: que adianta ao Povo contestar se no acto eleitoral dá carta branca ao Poder?
Com esta entrada de leão até pode parecer que estamos a partir para o ataque à Câmara por algo que não concordamos, mas nada disso caros amigos. Não pretendemos contestar nada, foi apenas um desabafo de algo que talvez andasse para aqui recalcado e por outro lado colocar no papel que entendemos que mesmo após ter entre mãos o poder democraticamente dado pelo Povo (por outras palavras poder fazer o que bem entender) uma Autarquia pode perfeitamente continuar a auscultar a população de uma dada zona ou bairro ou da localidade em geral se porventura o "assunto" ou "problema" for delicado ou possa ser susceptível de polémica. Aprendemos isto com a autarquia da cidade de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, que mesmo instituída de poder ouve e discute com grupos de cidadãos (comissões de moradores de ruas e de bairros, associações) os problemas da cidade. Quem sabe, talvez o Engenho ainda estivesse de pé ou tivesse ido abaixo com compreensão e nós próprios tivéssemos de engolir o que escrevemos contra a sua demolição. O mesmo se poderia aplicar, talvez, ao recém falado freixo que reuniões discutidas e esclarecedoras acabariam provavelmente com toda e qualquer polémica que lemos no Defesa. Pessoalmente somos a favor do progresso sem destruir o passado, mas não somos tão carneiros que não entendamos que o progresso necessita, por vezes, de "modificar o passado". A Aguieira é o maior testemunho dessa obrigatoriedade. Longe da vista, mas perto do que se passa, até entendemos a posição da Autarquia neste "caso do freixo" e a perpetuação da sua madeira, afinal a memória, é medida bem apropriada... talvez em estátua ou memorial.
Bom, mas não era nada disto que queríamos falar. Queríamos sim enaltecer a obra feita no Casarão e em toda a zona circundante e cantar a toda a gente o quão belo é observar o Chafariz livre de todos aqueles mostrengos automóveis à sua volta como constatamos pela foto publicada e que copiámos da edição online do Voz do Dão onde é noticiada ainauguração dos novos serviços camarários.  Ainda quanto à foto, buscámos e encontrámosoutra perspectiva da zona (aqui com a objectiva de frente para a Câmara) e confessamos que continuámos a gostar: o "ladrilho granítico" que agora cobre o chão fora do recinto do Chafariz ficou óptimo e só se espera que as árvores não tardem em crescer para, quem sabe, num futuro possamos verconvívio semelhante em versão moderna.

Post-scriptum - Não é nosso desejo batalhar na questão das "caras de leão" ausentes das bicas do Chafariz, mas será sacramental interrogar se não se inventa por aí uma técnica qualquer que consiga limpar o "castanho" da pedra granítica. Acreditai ó gente que o Chafariz e as suas memórias agradeceriam.

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publicado às 11:16




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