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Olha para o que digo...

por neves, aj, em 06.04.08

quem é Pedro Guina

A opinião de PEDRO GUINA

Olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço

Foi anunciado que o Governo vai fazer uma "caça" aos contratos precários, designadamente aos sucessivos contratos a termo que impedem os trabalhadores de entrar nos quadros das empresas e, acima de tudo aos chamados recibos verdes (prestação de serviços).
Esta medida é de aplaudir. Com efeito, a precariedade laboral empurra os jovens saídos das faculdades, para o “mercado negro” da precariedade, impedindo-os tantas vezes de comprar casa, casar ou de constituir família.
Só que, parece que o Governo foi ingénuo e esqueceu-se que um dos piores empregadores é o próprio Estado. Exemplo disso, é o caso dos enfermeiros, os quais prestam trabalho no mesmo local, há vários anos com miseráveis contratos a prazo.
É caso para dizer "Olha para o que eu digo e não olhes para que eu faço."

Pedro Guina
Advogado
www.pedroguina.blogspot.com

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publicado às 21:10

Liga medíocre, sem expressão

por neves, aj, em 06.04.08

(é certo que em nome da harmonia entre cores deveríamos dar os vivas ao Porto Campeão, mas já que se tornou um costume ou banalidade como diz o amigo Mário preferimos falar doutras coisas, quiçá justificar em parte esse sucesso rotineiro, e afinal se fizéssemos aniversário todos os dias ou todos os meses depressa se perderia o interesse em nos darem os parabéns)

PhotobucketA expressão em título Liga medíocre, sem expressão não é de agora, ouvimo-la há umas duas semanas. A mais recente das vezes aliás, porque bastas vezes a temos ouvido da boca de alguns comentadores jornalistas brasileiros quando se referem à Liga Portuguesa de Futebol.
Claro que não a esquecemos, mas não é por nos sentirmos ofendidos que a guardámos na memória e a trazemos neste momento à baila. Sabemos perfeitamente o que a casa gasta, que a Liga Portuguesa não é a Liga Espanhola nem a Italiana e muito menos a Inglesa.
Ao contrário dos tais comentaristas que teimosos p'ra burro ainda lhes custa admitir que o campeonato mais competitivo da Europa e onde se pratica o mais espectacular dos futebóis é o Campeonato Inglês (para eles é "bola p'ro ar"), prendendo de tal ordem a atenção ao tele-espectador que este muitas vezes se sente obrigado a aguentar apertadinho, de bexiga cheia, pelo apito final do árbitro: não vá Drogba ou Cristiano Ronaldo marcar o golo logo naquele preciso momento em que se ausentou.
Imprevisibilidade, profissionalismo, entrega total e emoção a rodos é definição de futebol inglês e louve-se a atitude de alguns, poucos, jornalistas que sem papas na língua o afirmam por estas bandas e, mais, chegam a acusar os colegas de não o quererem admitir só porque se vêem poucos brasileiros nos estádios britânicos. É importante referir que esse número pouco expressivo, aliás bem reduzido se compararmos com as outras ligas europeias, nada tem a ver com a qualidade do jogador brasileiro em si. Deviam saber os menos informados ou mais distraídos que a aceitação de um jogador estrangeiro em Inglaterra vai muito mais além do que ser bom de bola aos olhos do comum mortal. Necessita de autorização governamental, um visto trabalhista, chamemos-lhe. Para ser profissional de futebol em Inglaterra, o futebolista necessita de um "certificado de qualidade" que deve ser "autenticado" pela convocação à selecção do seu país e para permanecer (renovar) terá que cumprir "certos quesitos" (percentagem de desafios em que participou, por exemplo). Portanto, por uma questão de política laboral e à semelhança das outras profissões, o futebol inglês só importa mão-de-obra, ou melhor, pé-de-obra de qualidade. (não é por acaso a acusação feita a Dunga quanto a convocações passadas para a canarinha de um tal Afonso agora a jogar em Inglaterra)
Bom, mas voltemos à Liga Portuguesa e já agora foque-se num repente a tal falta de qualidade ou competitividade. A que será devida? Os mais radicais (mais nacionalistas) dirão talvez que é devida à "invasão estrangeira", outros mais apaziguadores dirão que é devida à fuga das estrelas lusas em ascensão. Diremos nós que são ambas aliadas com a  mais importante das causas e afinal determinante daquelas duas: a escassez de recursos financeiros dos clubes portugueses para poderem competir no mercado de transferências e contratações.

Claro que os portugueses já se habituaram a isto e nem discutem se a Liga é medíocre: é o que têm. Agora o que os jornalistas brasileiros deveriam ter era um pouquinho mais de respeito para com a Liga Portuguesa.
"Respeito pelo Campeonato Português, nem que seja por uma questão meramente laboral já que a Liga Portuguesa absorve grande fatia de mão-de-obra brasileira", assim, ou mais ou menos assim, lhes disse em programa televisivo Marinho Peres, treinador brasileiro sobejamente conhecido em Portugal.
PhotobucketClaro que esses tais jornalistas comentadores nem serão maus rapazes, o problema deles é que não costumam fazer o trabalho de casa no que toca ao luso-futebol e foi a pensar neles que mesmo tardiamente publicamos dois gráficos onde é explorada a nacionalidade dos futebolistas na Liga Portuguesa (só a I Liga) tendo por base três parâmetros: nacionalidade portuguesa, brasileira e outra nacionalidade, sendo importante referir que o futebolista brasileiro goza de estatuto especial em Portugal. Com um clique em cada um dos gráficos miniaturas e acompanhados de uma máquina de calcular ou calculadora ficarão assim a saber coisas deveras interessantes para além das evidências marcadas nos gráficos:
que, por exemplo, se exceptuarmos os "outros", temos 45% de jogadores brasileiros contra 55% de lusos e que mais de 60% são jogadores brasileiros se exceptuarmos os portugueses; que em 5 clubes a nacionalidade brasileira é a mais representada e em um dos clubes há empate; que em dois destes clubes os jogadores brasileiros são até maioria absoluta sendo que em outro há um empate com a soma das outras nacionalidades.
Sendo assim então que o pessoal aí do Mesa Redonda da Gazeta Esportiva, (principalmente mas outros mais existem) pense duas vezes antes de mandar essas papalvas de medíocre e tal, nem tanto pela Liga em si, mas mais pelos patrícios (deles) a jogar em Portugal que embora não se chamando Kaká, Robinho ou Ronaldinho também nasceram sob a mesma Bandeira verde e amarela, ou não?
(em fim de papo - nem os senhores imaginarão a soma ou total se a estes números acrescentarmos os das outras divisões ditas secundárias... como pequeno exemplo contamos que até no nosso Desportivo Santacombadense a militar no campeonato regional de Viseu alinha um brasileiro de seu nome Jackson)

Nota - os gráficos foram construídos por nós no programa Word (até mais por uma questão de desafio próprio e para não esquecermos) a partir de valores doMaisFutebol.

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publicado às 10:56

O Trono de Salomão

por neves, aj, em 06.04.08

CLICAROra vejam lá caros amigos o que nós viemos encontrar por aqui pelas ondas da web: a velha cadeira de barbeiro onde tantas vezes nos sentámos para que nos aparassem os pêlos da barba, se andássemos em fase barbuda como agora, ou para escanhoar a cara dos pêlos crescidos há dois ou três dias quando a fase era de cara limpa ou lavada, digamos aparentemente imberbe.
À primeira olhada ainda hesitámos, mas após observação mais atenta vimos que na verdade estávamos em presença do velho trono de Salomão depois ocupado pelo cunhado Celestino cuja simpatia pelo CF Os Belenenses, o clube da Cruz de Cristo, está bem visível nesta ampliação entre as meninas dos calendários pendurados na parede.
O Trono [um clique na foto para melhor apreciação] - o velho Trono de Salomão, onde afinal Salomão não se sentava e na verdade era cepo onde ele fazia justiça por suas próprias mãos a cabelos em desalinho e a pêlos de barba que despontavam, faz-nos recuar graciosamente no calendário. Naquele tempo em que o castiço Salomão ainda reinava entre nós, a barbearia do Salomão era uma verdadeira tertúlia onde amigos se encontravam não necessariamente para desfrutar dos seus serviços. A loja era maior, tinha duas cadeiras e havia passarada em gaiolas que transmitia ao ambiente aquele tom musical harmonioso e nada incomodativo. Os calendários com fotos de mulheres peladas não faltavam e comentários jocosos também não. Fosse para dar uma vista de olhos no jornal, fosse para assistir ou disputar uma partida de Damas ou de moedinha ou ainda para saber as últimas do futebol e uma ou outra anedota, a passagem pelo Salomão quase que se tornava um ritual.
Não interessa agora se a foto nos caiu nas mãos por obra do acaso, porque em pequena crónica carregada de sentimento aproveitamos para fazer (justa) homenagem a mais uma de tantas figuras da nossa ditosa Santa Comba Dão que o merecem, desta vez precisamente àquele que tantas vezes nos colocou as mãos na cara sem intuito de nos magoar apesar de sempre ter tido as nossas jugulares e carótidas ali mesmo à frente do fio da navalha.
Está claro que o remate da crónica tinha de ser em tons de brincadeira, afinal, "à Salomão".
A foto - a foto foi encontrada no flickr.com no álbum de um tal Miguel Valle de Figueiredo... os nossos agradecimentos e as respectivas desculpas por a termos surrupiado.

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publicado às 01:57




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