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Calçada Portuguesa

por neves, aj, em 11.07.08

PhotobucketEspecialmente com o preto a contrastar com o branco, os desenhos das pequenas pedras calcáricas ou basálticas (cubinhos bem irregulares) entrelaçadas pelas mãos hábeis dos calceteiros prendem a atenção do veraneante e harmonizam o ambiente, tornando este trabalho como único no mundo... é mais uma relíquia portuguesa que graças ao espírito aventureiro lusitano se espalhou por toda a parte e marca um pouco presença em todo o mundo mui particularmente em terras onde a Bandeira das Quinas esteve desfraldada ao vento durante séculos.
E esta foi mais uma daquelas entradas que surgiu porque até nós chegou uma apresentação em slides, CALÇADA PORTUGUESA, e não poderíamos deixar de divulgar este também tesouro português não só pelo seu valor mas igualmente para que não fique a ideia que Voz do Seven só enaltece os tesouros gastronómicos, quer os encontrados emterra quer nasprofundezas do mar.

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publicado às 08:36

Senhor Bacalhau

por neves, aj, em 11.07.08

Ao contrário do que se pensa, Senhor Bacalhau não tem pátria, nasce selvagem e não é de ninguém, no entanto a arte e o engenho lusos empregues na forma de o conservar (salga e seca) tornaram-no em mais um dostesouros portugueses.

PhotobucketEste é o Senhor Bacalhau o mais nobre dos peixes para os portugueses, seguramente, apesar de os hábitos das novas gerações terem vindo a modificar-se talvez em parte devido a essa coisa chamada de globalização ou lá outro nome que seja.
Por tão habituados que estão a vê-lo esventrado, sem cabeça, seco e salgado, a maioria dos mortais até pode ser levada a pensar que Senhor Bacalhau não possui forma como o mais comum dos peixes ou que transpira sal por todos os poros. Nada disso. Senhor Bacalhau, nas suas mais variadas espécies, é um peixe digamos que vulgar só que tem a particularidade de gostar de mergulhar em águas frias, geladas melhor dizendo, como as da Terra Nova, da Gronelândia (Groenlândia por aqui) e daNoruega, claro. Não estamos muito à vontade para afirmar das razões que teriam levado Senhor Bacalhau a passar a ser visita tão frequente dos lares portugueses, embora agora bem menos que em tempos passados como na nossa infância e adolescência onde era presença obrigatória ao jantar, mas não será de excluir que a historicamente aceite chegada à Terra Nova de navegadores portugueses [João Vaz Corte Real e Álvaro Martins Homem] em 1471 ou 1472,  quiçá os primeiros estrangeiros a avistarem aquelas paragens, muito teria contribuído para que Senhor Bacalhau passasse a fazer parte da dieta quase diária dos portugueses e recebesse o honroso epíteto de Fiel Amigo. No entanto para que Senhor Bacalhau nos chegue à mesa e delicie até as bocas mais exigentes, não só lusitanas já que a fama galgou fronteiras chegando inclusive aqui a terras brasileiras, muitas léguas ele tem de percorrer e a sua carne branca tem de passar por várias etapas que uma larga maioria dos seus apreciadores até desconhece e se hoje a sua pesca nas águas gélidas nas proximidades do Ártico é bastante facilitada pelas enormes e possantes embarcações das frotas apetrechadas com a mais moderna tecnologia, em tempos de antanho a captura de Senhor Bacalhau era uma missão árdua e que só se tornava possível graças à destemida bravura de verdadeiros lobos do mar que durante meio ano tinham um barco como lar, como alimentação tigeladas de "chora" e como paisagem céu e mar, muito mar.
E, claro, que em crónica dedicada a Senhor Bacalhau não poderíamos deixar de indicar algumas receitas culinárias de bacalhau em que ele é rei e senhor e cuja compilação recebemos por altura do Natal passado (para além desta de Bolinhos de Bacalhau muito nossa), mas antes de finalizar torna-se absolutamente obrigatório também fazer homenagem àqueles que vão permitindo que Senhor Bacalhau nos chegue à mesa principalmente aos homens e mulheres de antanho em que as condições de captura, salga e seca eram bem mais difíceis: PESCA DO BACALHAU, uma apresentação de slides enviada por amigo e que nos narra ao som da Canção do Mar as dificuldades passadas no antigamente pelos pescadores portugueses e ainda o artigo FIEL AMIGO, um texto nosso já aqui publicado no Voz com dedicação especial a esses mesmos heróis das fainas bacalhoeiras que tendo por fundo mar, apenas mar e muita neblina por vezes, saíam do barco-mãe para nos seus pequenos dóris pescarem à linha este verdadeiro tesouro que enriquece toda e qualquer mesa portuguesa, com certeza.

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publicado às 07:34




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