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Apita o Comboio

por neves, aj, em 04.08.08

... que coisa tão linda, apita o comboio perto de Coimbra...

CLICAR PARA AMPLIARAté parece que hoje deu p'ra saudade, mas como de costume não vejo assim as coisas por esse prisma. Talvez como desejo de grávida. A verdade é que hoje senti vontade de andar de comboio e pronto. Comboio ou trem se considerarmos sob perspectiva brasileira, note-se. Não é que por aqui não haja comboio, mas é urbano, é pára e arranca como o metropolitano (o metro/metrô) e isso para mim não é andar de comboio. Viajar de comboio é ser tomado pela ansiedade e correr para não chegar atrasado à Estação (senão ficas a ver navios), estar na bicha para tirar bilhete e comentar com o vizinho de ocasião que o simpático e místico Quim(bóio) vem atrasado como nos tempos de antigamente ou que por acaso vai chegar à tabela. Senhores passageiros vai entrar na Linha 2 da Beira o Comboio Intercidades com destino a Lisboa Sta Apolónia... isto sim, isto é viajar de comboio. Então vai até à capital?... Não, vou para o Porto, parece que tenho de mudar na Pampilhosa. É, é isso mesmo, Pampilhosa é o entroncamento da Linha da Beira com a do Norte onde é feito o transbordo, a baldeação como por aqui se diz, de quem não segue a rota pré-traçada pelaCP. Lá mais para sul, mais perto de Lisboa, há outro, este entre a Linha do Norte com a da Beira Baixa, em estação e povoação que cresceu à sua volta (hoje é cidade) e que foi baptizada com o próprio nome do encontro de linhas, Entroncamento, terra onde uma abóbora pode pesar cem quilos (ou quase) e uma batata pode ter a mais inusitada das formas e por isso é considerada a capital portuguesa dos fenómenos.
PhotobucketAfinal um pouco como esta entrada que está a desviar-se completamente do programa que tinha estabelecido para ela. Estava para ser normal e pequena com uma ligação apenas à reestruturação de uma apresentação de slides sobre comboios e que foi o meu trabalho primeiro desta manhã um pouco fria e num repente começa a crescer sem regra e já me ponho a falar do tempo, dizer que esta mesma manhã se apresenta bastante cinzenta com nuvens a pairar no céu que até poderiam ser prenúncio de chuva mas que mesmo não sendo eu um borda d'água não acredito lá muito e deve é repetir-se a cena de ontem: por aqui na zona onde resido umas gotas apenas e no Morumbi quase um dilúvio, mas que curiosamente não foi a causa  do naufrágio do Vasco.
Continua a ser fenómeno, a entrada, claro, porque ao invés de a ilustrar com destaque de um "cavalo de ferro" das vinte fotos que constavam da apresentação (em acto de contrição ja no final coloquei essa outra pequenina) resolvi ir buscar essa locomotiva com as cores nacionais portuguesas com que os caminhos de ferro austríacos homenagearam a Nossa Selecção no ido Euro 2008 e que, como é sabido, não chegou a circular pelas terras das valsas já que dançámos ante os alemães ainda na Suíça. Claro que não se trata de masoquismo antes sim de por um lado realizar o que um dia tinha idealizado (ou sonhado) e por outro retribuir a amabilidade aos de Viena comesta ligação às páginas dos Caminhos de Ferro lá do sítio onde constam 7 fotos da "locomotiva de todos nós" que já em final de festa resolvi, afinal, acrescentar à tal apresentação.
E assim num repente se fez entrada. Escreveu-se mais rápido do que se pensava e ainda em quase menos tempo daquele gasto na tal apresentação COMBOIOS... E PAISAGENS, porque a colocação da música deu-me água pelas barbas (neste momento ainda me pergunto das causas do problema) embora tivesse o condão de me fazer recordar verso a verso os acordes da canção do popular Zimbro e de, assim, viajar até terras durienses, a Tabuaço e Lamego, mas um dos maiores gozos que me deu esta entrada (que não é fenomenal antes sim recheada de fenómenos tal como os doEntroncamento) foi aplicar o vocábulo bicha, a célebre bicha que é motivo de tanta inquirição a este português que vos escreve e que de uma vez por todas esclarece que em Portugal fila não é bicha, é fila, bicha é que pode ser fila.

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publicado às 21:02

quem é Lara Guina

A opinião de LARA GUINA

Crianças com Transtorno Obsessivo Compulsivo


As “manias”, alguns tiques e pensamentos absurdos que não saem da cabeça de algumas crianças, fazem parte do seu dia-a-dia e podem fazer parte do quadro de Transtorno Obsessivo Compulsivo. Este transtorno, por vezes, passa despercebido porque as “manias” são comportamentos, que à primeira vista são considerados normais e quando incluídos nas brincadeiras ninguém se apercebe deles. Os pais destas crianças apenas não reparam que estes comportamentos são repetitivos e que passam a rituais diários. Este transtorno quando aparece precocemente é entre os 8 e os 10 anos de idade da criança.
Crianças com este transtorno, por exemplo, quando andam de carro com os pais contam árvores ou postes; ou quando andam a pé não calcam os riscos da calçada. Também podem ter presente a ideia da contaminação, e assim, evitam tocar em inúmeras coisas ou pessoas, pois têm medo de contraírem uma doença e, por isso lavam imensas vezes as mãos, tomam banhos e lavam os dentes. Os seus cadernos escolares podem apresentar muitas marcas de borrachas, devido à procura da perfeição da sua letra. Podem sentir um medo patológico de perder o controlo e de realizarem um acto socialmente inadequado, de envergonharem outras pessoas, de se engasgarem ou verterem a bebida à hora das refeições.
Todos os pensamentos repetitivos que estas crianças têm (que podem contrair uma doença, que a sua letra não está bonita, o medo de passarem vergonhas) provocam uma grande ansiedade. A forma usada por elas para combater esta ansiedade é a realização de certos comportamentos, de modo a que durante umas horas ou minutos, deixem de ter os pensamentos repetitivos. Por exemplo, uma criança que fica sozinha em casa pode pensar que a porta não está trancada e que a podem assaltar ou raptar, sentindo-se ansiosa e com medo, pode levar a criança a dirigir-se inúmeras vezes à porta para verificar se esta está mesmo trancada, o que acaba por acalmá-la por um tempo.
Os comportamentos realizados com o objectivo de baixar a ansiedade acabam por limitar a vida da criança, pois cada vez mais estes se vão complexificando e demorando mais tempo a se realizarem.
A estas crianças só costuma ser feito o diagnóstico de Transtorno Obsessivo Compulsivo depois de aparecerem nas consultas devido a um baixo rendimento escolar, pois este transtorno afecta a capacidade de concentração das crianças. Também é importante que os pais estejam atentos a problemas dermatológicos, pois devido às lavagens excessivas com água e detergentes, é normal que apareçam dermatites.
Apesar deste transtorno ser pouco conhecido ou do qual pouco ou nada se ouve falar, tanto em crianças como em adultos é uma doença crónica. Apesar de não haver uma cura, a psicoterapia ajuda na eliminação de muitos comportamentos e pensamentos repetitivos e na diminuição de intensidade de alguns que ficam. Pacientes em acompanhamento psicoterapêutico, deixam de ter a sua vida tão limitada e retomam o emprego, algumas tarefas abandonadas, voltam a melhorar a sua capacidade de concentração e o seu sofrimento e ansiedade diminuem consideravelmente.

Lara Guina
Psicóloga Clínica

http://laraguina-psicologa.blogspot.com/

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publicado às 17:18




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