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Sensação estranha

por neves, aj, em 18.09.09

PhotobucketJá disse que sinto uma sensação estranha, nem tanto por ter de pagar para votar antes sim  por ter na mão o Boletim. Já sentia saudades. Tão entusiasmado fiquei que, por não possuir modo de o reproduzir para vos mostrar, resolvi entreter-me em desenhá-lo. Foi o meu trabalho até às duas horas da manhã. Claro que o meu Boletim, como todos os demais, não é colorido, mas este que construí preferi deixá-lo assim com cor numa atitude de divulgação das siglas não tão conhecidas. O objectivo não foi fazer cópia fiel (ainda podia ser acusado de falsário) e apenas mostrar-vos a folha de papel onde vou colocar a "cruzinha" (sem sair dos limites do quadrado, diz a folha de instruções). Em que partido vou votar? Ora, o voto é secreto meus amigos. Apesar de que se Portugal não vivesse em democracia lá por Lisboa podiam saber o voto do inscrito nº 19506 do Consulado em São Paulo. Afinal é o que faziam e fazem as ditaduras. No entanto, e se não quero deitar o voto no meio do Atlântico, sempre vos vou dizendo que só tenho duas opções. Não me venham com a treta de que não devo votar útil e sim no partido ou coligação que mais próximo está das minhas convicções. Estes nem saberão que existo e estão mais interessados em colocar deputados por Lisboa e Porto. Aliás, o único partido que sabe que eu existo é o PPD/PSD que teve a fineza de me enviar propaganda eleitoral. Agradeço, independentemente de revelar se me ajudou a construir a opção de voto. Verdade seja dita que ainda posso receber material de outros partidos. Do PS? Não sei, creio que não. Os "informadores" devem ter dito às cúpulas que o gajo se tresmalhou. Talvez em direcção ao Bloco ou no sentido oposto já que consta que o emigrante se torna conservador. Tomem assento na cabeça porque eu sou livre como um passarinho. Não estou comprometido com ninguém. Se estivesse dizia-o, qual era a minha perda? Como nunca mamei em teta de esquerda nem de direita, estou à vontade. Não se vá julgar que estou sentido por as "cúpulas" do PS não terem feito algo mais por mim após eliminação em concurso ganho [nº 508 em trinta mil almas] por não conseguir provar ao expert de Lisboa que eu como estudante universitário tinha concluído o complementar dos liceus. Lá o gajo queria que eu conseguisse documento em que constasse que tinha concluído o 12º ano quando este foi parido bem depois de eu ter entrado na faculdade. Paradoxalmente a própria máquina socialista é que governava e se os homens da Educação diziam que a conclusão do 12º ano estava implícita na minha frequência universitária, os das Finanças diziam que não. Que só o admitiriam se os da Educação o escrevessem textualmente. Como estes não o escreviam, porque tal lhes ultrapassava as competências, lixou-se o mexilhão. Afinal, quem era eu? Hoje acredito piamente que se tivesse ficha de inscrição assinada no Partido do Governo estaria em qualquer Repartição de Finanças embora já perto da aposentadoria, o que não lhes interessaria de modo algum e como nas regras a concurso não podiam colocar limite de idade resolveram cortar as pernas aos mais velhotes. PQP. Que se lixe. Se isso tivesse acontecido também não tinha o prazer de atravessar o Atlântico, jamais conheceria a minha Piruças 4patas que dorme aqui a meu lado o sono dos justos e mui provavelmente o Voz não existiria. Adiante, porque já não adianta. Que o remorso remoa as entranhas desses gajos que me prejudicaram a mim e a mais uns poucos, sim, porque um solidário ou se quiserem socialista não se esquece dos outros. Eles, os que ostentam a pomposa denominação pública é que se esquecem... porque não são socialistas, claro.
Esta cena de receber o Boletim em casa fez-me recuar no tempo e partir em pesquisa pela web para consolidar ideias que tinha acerca de umas eleições ocorridas no tempo de Marcello Caetano. Uma certeza que tinha em memória dessas eleições de 1969 era o cartaz da CDE [Comissão Democrática Eleitoral] que sempre me deu a ideia de uma pata de galinha ou galo e uma outra, embora esta fosse meia-certeza, era a pré-distribuição dos Boletins de Voto no sistema porta-a-porta. Lembro-me perfeitamente de funcionário do advogado Dr. Mário Silva ir à Alfaiataria de meu pai entregar o Boletim. A minha dúvida actual prendia-se com a incerteza de ser realmente o Boletim ou uma cópia qualquer. A prova da distribuição dos boletinsestá aqui bem documentada neste blogue acabadinho de descobrir. E que alegria me deu esta descoberta, meus caros. Realmente a amiga açoriana deve ter razão quando diz que nada acontece por acaso. Vejam lá vossas senhorias que o mentor doDuas ou três coisas [notas pouco diárias do embaixador português em França] é nada mais nada menos que o caro amigo Dr. Seixas da Costa, ex-Embaixador de Portugal no Brasil, que no final do ano transacto se mudou de bagagens e com a competência que nos habituou para Paris de França. Deixou obra por cá, uma delas que nos interessa de sobremaneira e que é de uma preciosidade enorme no entrelaçamento das relações luso-brasileiras, o Blogue da Embaixada, curiosamente agora de férias e que segundo informação só voltará em Outubro.
Perdi-me completamente do assunto meus amigos. Ah, o Boletim. Façam favor de darem um clique sobre esse que publico para observarem em pormenor, porque eu agora já estou noutra. Estou a ler as magníficas entradas colocadas pelo Embaixador Seixas da Costa. Carta a Liedson eSapatos, estão demais!

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publicado às 10:55




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