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A opinião de LARA GUINA

Sobredotação – uma mais valia ou uma perturbação?

PhotobucketA motivação, interesse, criatividade e inteligência acima da média esperada para a idade cronológica de uma criança/adolescente são algumas das características de crianças/adolescentes sobredotados. Os sobredotados apresentam um Quociente de Inteligência acima da média, atribuindo-se importância a valores superiores a 120, sendo a média de 90 a 109.
Para os que rodeiam um sobredotado, este é visto como alguém que é excelente numa só área ou em várias em simultâneo, obtendo boas notas nos testes de avaliação e não apresentando (aparentemente) dificuldades nos conteúdos leccionados. Mas na realidade não é bem assim. A sobredotação está classificada como uma perturbação da inteligência e pode não ser uma mais valia, como frequentemente se ouve dizer. Um sobredotado tem muitas capacidades, mas também poderá revelar algumas dificuldades, tais como: excessiva atitude crítica, vulnerabilidade à rejeição dos outros, baixa resistência à frustração, e oposição a qualquer espécie de orientação, revolta por pressão dos adultos ou a inadaptação ao infantário ou escola.
Quando estas dificuldades interferem negativamente no contexto escolar, podemos estar perante uma dessincronia entre a inteligência e a afectividade que impossibilita um aceleramento curricular (transitar do 1º ano para o 3º, por exemplo).
O contexto familiar tem um papel fulcral na vida dos sobredotados, pois normalmente centra-se muito na criança, estimula-a muito, o que pode ser propício à sobredotação. O desenvolvimento emocional/afectivo destas crianças também é muito importante, desenvolvendo-se melhor no seio de uma família que lhe dê afecto, compreensão e ternura. As capacidades intelectuais não anulam uma necessidade de estimulação da maturidade (emocional e afectiva) da criança.
Para estas crianças/adolescentes, a escola pode ser uma fonte de motivação, uma vez que satisfaz a sua “sede” pelo saber e a sua curiosidade intelectual. Mas, também se poderá vir a tornar num espaço frustrante e desadequado, caso as suas necessidades não sejam atendidas.
Os sobredotados possuem necessidades educativas próprias e específicas, o que significa que devem ter um ensino personalizado. O desenvolvimento deverá ser sempre promovido para evitar desmotivação, desinteresse, frustração e, principalmente, mal-estar psicológico (ansiedade ou depressão, por exemplo).

Lara Guina
Psicóloga Clínica

http://laraguina-psicologa.blogspot.com/

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publicado às 15:23




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