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Pai-urso

por neves, aj, em 01.07.08

PhotobucketEstá claro que a esmagadora maioria dos amigos e amigas, mais estas, da minha geração vão-me dizer que se trata de uma mãe ursa a acarinhar a sua cria.
Assim nos era incutido antigamente, que o carinho era tarefa da mãe e que o pai, embora eventualmente desejasse revelar esse carinho, teria que se mostrar inflexível visto que tais mimices poderiam ser sinónimo de fraqueza que levaria à perda da autoridade perante os filhos. Assim fomos criados.
Mudaram os ventos e chegaram os tempos de partilha e suavemente a sociedade começou a ver o pai orgulhoso com o seu rebento ao colo e a ouvi-lo, livre de preconceitos, que lá em casa até mudava a fralda borrada ao filho e lhe dava banho, afinal partilha de tarefas e carinho mais que justa já que o fruto não é de uma árvore só, embora a Justiça maníaca por artigos e leis e cega e fria de amor (não consta que tenha tido filhos), nem sempre o consiga assim entender e, em prol do fruto (diz essa mesma Justiça) castra cerce sem dó nem piedade uma das árvores dando-lhe como esmola um ou outro Natal, mais uma Páscoa e uns almoços em fins-de-semana alternados... felizmente para um pai tudo é superado quando a mentalidade (e o amor) de um filho adulto (já livre da tutela da Justiça) supera todas as leis e artigos dos códigos.
Bem, parece que lá me desviei mais uma vez do que me propunha e peço-vos desculpas por isso, pelo desabafo, caros amigos e amigas (a ti também filha) mas era hora de tirar este espinho que andava encravado por aqui na mente a fazer-me mossa, apesar de que, confesso, fui um privilegiado que não sofreu muito com as regras impostas e decretadas pela mulher-juiz muito graças à tolerância da mulher-mãe... honras lhe sejam prestadas.
Ah... o pai-urso. O título, o mote. O pai-urso nasceu por terras do Douro, mais propriamente em Cinfães, quando o pai teve o "azar" de comprar um urso de peluche (pelúcia), que tinha entre braços um ursinho, para oferecer à filha que  foi lá passar uns dias de férias. Aproveitando-se da inocência dos 6/7 anos da filha, um colega do pai (o grande camarada Raúl) tratou de fazer o baptismo e eis-me aqui quase vinte anos depois a recordar o episódio, a perguntar-me se o boneco ainda existe e a convidar-vos a comemorar comigo esta bela recordação apreciando uma maravilhosa apresentação de slides em PowerPoint retratando a
NATUREZA onde uma das vedetas é o terno pai-urso, e sua filha, que vedes na imagem.



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publicado às 11:50




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