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artigo von Hagens (VEJA)

por neves, aj, em 20.02.07

Médico e açougueiro

O anatomistaGunther von Hagensficou rico e famoso com suas "obrasde arte" feitas de cadáveres. Masestá na mira da polícia.

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<body bgcolor="#FFFFFF"><h2><font face="Verdana" color="#000080">Médico e açougueiro </font> </h2><div align="center"> <center> <table border="1" cellpadding="2" style="border-collapse: collapse" bordercolor="#FFFFFF" id="AutoNumber2" width="436"> <tr> <td width="28"><img src="http://fotos.sapo.pt/vozdoseven/pic/000062bg" alt="" width="136" height="200" BORDER="0"></td> <td width="397"> <p align="justify"><font face="Verdana" color="#000080"><b>O anatomista<i>Gunther von Hagens</i>ficou rico e famoso com suas &quot;obrasde arte&quot; feitas de cadáveres. Masestá na mira da polícia.</b></font></td> </tr> </table> </center></div><pstyle="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:12.0pt;margin-left:0cm"> </p><pstyle="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:12.0pt;margin-left:0cm"><b><font face="Verdana" color="#000080" size="2">MarceloMarthe</font></b></p><pstyle="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:12.0pt;margin-left:0cm" align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#000080">Nocentro da arena, o cadáver de um homem de 72 anos &#150; cujapele adquiriu um tom azulado depois de permanecer por oito mesesno formol &#150; repousa sobre uma bancada. Usando um jaleco azule o chapéu preto que se tornou sua marca, omestre-de-cerimônias entra em cena com um bisturi. Depois defazer uma incisão em forma de Y no tronco do morto, ele extraiseus órgãos: coração, pulmões, estômago, fígado e rins. Emseguida, abre seu crânio com uma serra, retira o cérebro e ocoloca numa bacia. A platéia vem abaixo. Esse espetáculomórbido ocorreu na Inglaterra no último dia 20, quando 350pessoas disputaram a tapa ingressos para assistir a uma autópsiapública conduzida pelo anatomista alemão Gunther von Hagens.Além delas, cerca de 1,4 milhão de espectadores acompanharam oevento pela TV. Foi a mais recente empreitada de um personagempolêmico. Von Hagens é o responsável pela exposição <i>BodyWorlds </i>(&quot;Mundos de Corpos&quot;), que desde 1996 já foivista por 10 milhões de pessoas em sete países e encontra-se emcartaz em Londres e Seul, na Coréia do Sul. Suas &quot;obras dearte&quot; são feitas com cadáveres de verdade, que têm a peleretirada para que se revelem em detalhes os órgãos, nervos,ossos, veias e artérias. As bizarras criações de Von Hagens&#150; apelidado de doutor Frankenstein pela imprensa britânica&#150; fazem sucesso, mas também têm causado mal-estar. Omédico está sob investigação, porque se suspeita da origemdos corpos de que ele se utiliza. Há também outra questão emjogo: aquilo que Von Hagens faz é arte ou simplesmente um showde horrores, que explora o corpo humano da maneira mais vulgar? </font> </p><pstyle="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:12.0pt;margin-left:0cm" align="center"><font face="Verdana" size="2" color="#000080"><a target="_blank" href="http://www.esnips.com/doc/a4b69501-5ce7-46ac-82e5-192048869e0d/MUNDOS-DO-CORPO-(von-Hagens)"><font color="#FF0000"><b>APRESENTAÇÃO em <i>SLIDE</i></b></font></a> (von Hagens)</font></p><pstyle="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:12.0pt;margin-left:0cm" align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#000080">Na exposição de Londres, pode-se ver uma mulher grávidadeitada numa pose clássica, com um feto à mostra em seu ventreaberto. Outra figura é a de um homem que ergue para o céu aprópria pele. Sobre um cavalo empinado, com todos os músculosà mostra, encontra-se um cavaleiro cujo corpo foi seccionado emvárias partes. Von Hagens alcança tais efeitos graças a umatécnica de conservação de cadáveres que inventou no fim dosanos 70: a plastinação. Ela consiste em substituir todos oslíquidos do organismo, como o sangue e a gordura, por um tipoespecial de silicone. Um corpo &quot;plastinizado&quot; não sópode ser conservado indefinidamente como também fica livre deodores e tem as cores de seus tecidos realçadas. É um processometiculoso e caro. Para preparar cada cadáver, consomem-se doismeses de trabalho e cerca de 140.000 reais. A invenção fez deVon Hagens um anatomista respeitado em seu meio profissional. Sóque ele acabou conseguindo bem mais que isso: fez de seu ofícioum trampolim para a fama e a fortuna.</font></p><pstyle="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:12.0pt;margin-left:0cm" align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#000080">VonHagens transformou suas exposições num negócio lucrativo. Emseis anos, faturou o equivalente a 250 milhões de reais embilheteria. Hoje com 57 anos, ele vive na cidade chinesa deDalian, onde montou uma verdadeira indústria de conservação decadáveres. Afirma que sua &quot;matéria-prima&quot; provémexclusivamente de pessoas que o autorizaram a utilizar seu corpoapós a morte. Atualmente, haveria uma lista de espera com 4.500doadores em potencial. Neste momento, no entanto, a lisura deseus negócios é colocada em dúvida. A polícia daex-república soviética do Quirguistão acusa o médico de serreceptor de 500 cadáveres obtidos ilegalmente por uma academiade medicina do país, da qual ele é professor emérito. Sãocorpos de prisioneiros, indigentes e deficientes mentais &#150;uma parte dos quais estaria em exibição na mostra <i>BodyWorlds,</i> sem autorização dos familiares. Mesmo que essaconexão se revele infundada, o fato é que Von Hagens adentrouum terreno perigoso. &quot;Ele vem tratando cadáveres como umamercadoria qualquer. E isso fere a dignidade humana&quot;, dizVolnei Garrafa, presidente da Sociedade Brasileira de Bioética.Enquanto o anatomista realizava sua autópsia pública emLondres, uma multidão protestava em frente à emissora. Até aquinta-feira passada, a polícia inglesa ameaçava detê-lo porinfração ao código de ética médica do país.</font></p><pstyle="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:12.0pt;margin-left:0cm" align="center"><font face="Verdana" size="2" color="#000080"><a target="_blank" href="http://www.esnips.com/doc/a4b69501-5ce7-46ac-82e5-192048869e0d/MUNDOS-DO-CORPO-(von-Hagens)"><font color="#FF0000"><b>APRESENTAÇÃO em <i>SLIDE</i></b></font></a> (von Hagens)</font></p><pstyle="margin-top:0cm;margin-right:0cm;margin-bottom:12.0pt;margin-left:0cm" align="justify"><font face="Verdana" size="2" color="#000080">Nas entrevistas, Von Hagens alega que seu trabalho tem cunhoeducativo. Em suas exposições, diz ele, o público podecomparar os pulmões de um fumante e de um não-fumante e ver osestragos que o álcool causa ao fígado. Trata-se de um argumentoestratégico: em países como a Inglaterra, ele só pode realizarsuas exposições e sair fazendo autópsias na TV se reivindicarum objetivo de divulgação científica. O anatomista nunca dizabertamente que o que faz é arte, mas é evidente que tempretensões nesse campo. Nada modesto, Von Hagens se consideracontinuador de uma tradição iniciada por ninguém menos do queLeonardo da Vinci. O gênio renascentista foi um precursor daanatomia moderna: dissecou mais de trinta cadáveres numa épocaem que a Igreja punia severamente essa prática e produziudesenhos com base em suas observações sobre o corpo humano.Também não é à toa que usa um chapéu preto: sua fonte deinspiração é um personagem do célebre quadro <i>A Aula deAnatomia do Dr. Tulp, </i>do holandês Rembrandt, que retrata umgrupo de médicos em torno de um cadáver durante umadissecação. Da pintura e da escultura clássicas, Von Hagenstirou as poses de muitas de suas obras. São paródias grotescasde estátuas eqüestres, de majas desnudas, de atletashelênicos. Da arte moderna, ele parece ter tirado o desejo dechocar. Quem viu sua exposição, no entanto, afirma que omédico está mais próximo dos charlatães que dos verdadeirosartistas. &quot;Não dá para encarar aquilo como arte: é sótrucagem&quot;, disse à VEJA o crítico de arte inglês David Lee<i>.</i>&quot;Tudo o que Von Hagens quer é se manter sob osholofotes.&quot; </font></p>

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