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A Nau de Cabral

por neves, aj, em 25.12.09

CLICARÉ mais ou menos com estas palavras em título que oBlogue da Embaixada nos oferece entrada onde é dito que: "está em exposição no Rio de Janeiro, no Espaço Cultural da Marinha, uma réplica do navio que trouxe os portugueses ao Brasil em 1500, uma nau idêntica à de Pedro Álvares Cabral".
Da notícia consta ainda uma ligação à revistaCiência Hoje dirigida às crianças onde em prosa apropriada são explicados pormenores das embarcações da época dos Descobrimentos Portugueses e até o dia-a-dia dos marujos à época.
Curiosos, não só porque nos vieram à memória os zunzuns sobre uma famosa embarcação construída para comemorar os 500 anos do Descobrimento/Achamento do Brasil, como também porque desejávamos uma fotografia soberba para embelezar a nossa entrada, partimos pela web afora à descoberta de outras mais notícias relacionadas.
NoRio Show encontrámos página dedicada à réplica da Nau Capitânia [onde viajava o capitão] da frota de Cabral [com ligação a vídeo com opiniões de jovens visitantes] e onde nos é confirmada a desconfiança que nos tinha levado à navegação: estávamos sim perante aquela mesma embarcação construída em 2000 e que não tinha conseguido sequer navegar.
Não é piada caros amigos e amigas, é pura realidade. Saibam que naquele que foi o último ano do século XX [e do segundo milénio] comemoravam-se os 500 anos do Descobrimento e para dar mais ênfase ao acontecimento o governo brasileiro fez um investimento num projecto [de 4 milhões de reais à altura] de construção de uma réplica da nau onde viajou, quinhentos anos antes, note-se, o navegadorPedro Álvares Cabral. Só que o produto final revelou-se um fiasco total e a Nau Capitânia, mesmo equipada com motor, não chegou a sair do porto, não conseguindo, portanto, participar das comemorações. Nesta página, em artigo de títuloNau sem Rumo, escrito em 2000 note-se bem, é feita severa crítica ao governo do Presidente Fernando Henrique Cardoso [FHC] sendo-nos revelados pormenores um tanto ou quanto obscuros de todo aquele projecto que foi, literalmente, por água abaixo. Contudo não vamos poder concordar plenamente com o autor do artigo, jornalista Carlos Pinho, porque em boa verdade não nos consta que lá pela Lusitânia [e nós nesta altura ainda por lá andávamos] se tenham inventado piadas acerca da nau que não conseguiu navegar. Bom, poderá dar-se o caso de as ditas serem só declamadas em serões de má língua lá pelos salões da capital, porque lá pela nossa Beira nunca ouvimos uma sequer. Aliás, e confessando a nossa ignorância, somos obrigados a admitir que só tomámos conhecimento da nau já depois de termos atravessado o Atlântico, não propriamente agora, diga-se de passagem.
Encerramos o assunto com citação de um dossier deveras interessante, Brasil 500 anos - o dia seguinte, inserido em portal brasileiro e onde constam várias reportagens merecedoras de leitura. Para não nos alongarmos muito fazemos apenas ligação a esta reportagem e ainda a esta sobre a Nau de Cabral, mas não deixamos de enviar o leitor aesta outra onde o articulista analisa a forma como a imprensa portuguesa viu as comemorações.




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publicado às 21:49




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