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Lobos do Mar

por neves, aj, em 27.01.10

[brava gente, anónima, mas no mesmo patamar dos Cabrais e Gamas que cantamos]
Esta "coisa" de viver rodeado de água por todos os lados não deve ser fácil, caros amigos e amigas, é necessária têmpera carregada de toneladas de tenacidade e paciência principalmente quando as adversidades climáticas são impeditivas da livre circulação ou, imagine-se, impeditivas de ter à mesa uma banana ou uma laranja ou até um prato de batatas cozidas com bacalhau pela simples razão de que o barco transportador das bilhas [ou botijões] do gás combustível não pôde fazer a acostagem ao cais. Ou seja, uma forma vida muito especial, principalmente nas pequenas ilhas, dependente de muitos factores que a um "continental" rodeado de comodidades passam completamente desapercebidas.

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VÍDEO I ----- VÍDEO II

Vem a introdução a propósito, porque recebemos dois endereços de acesso a vídeos no Youtube que muito nos impressionaram: neles podemos visionar a brava e heróica luta de um barquito de borracha com motor que faz o transbordo de mercadorias entre o barco maior que navega ondulante mais ao largo e o cais de desembarque. Com ondas de arrepiar, o pequeno bote dança com elas, desaparece numa e volta na próxima. Dribla a mais perigosa, vai na onda que lhe dá mais jeito. Sem instrumentos sofisticados, apenas com a mão do timoneiro no leme do barco e no acelerador do motor, e em estrada onde os marcos de referência são as bolhas de espuma o pequeno bote consegue então encontrar a melhor rota de acostar ao paredão do cais. Por momentos, note-se, por breves momentos, que terão de ser suficientes para que os homens descarreguem, baldeando para cima, os produtos que a minúscula embarcação carrega. Feita a primeira descarga é hora de, imediatamente, partir para a segunda e depois para a terceira e assim sucessivamente até que os bens essenciais para a população da pequena ilha sejam descarregados.
Os acontecimentos têm lugar na mais pequena ilha do Arquipélago dos Açores e curiosamente também a mais distante da capital Lisboa, a Ilha do Corvo. A data é interessante: 30 de Dezembro, antevéspera da passagem de ano, ocasião festiva para se fazer uma ceia especial cuja realização poderá estar dependente da acostagem do barco ao cais.
São dois vídeos, como dissemos, que devem ser vistos em sequência. Digamos que não são curtos mas também não são longos, têm a duração precisa para serem apreciados por quem gosta da Natureza, que mesmo em revolta é bela, e que admiram a tenaz luta do homem contra as adversidades que a Natureza por vezes lhe oferece.

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publicado às 10:22


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