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Esquina da vigarice

por neves, aj, em 24.02.10

O estabelecimento que vemos na imagem dá pelo nome genérico de "casa lotérica" ou seja aquela que vende loterias [em Portugal lotarias].
Nele também se pode pagar a conta da luz ou do telefone e até "carregar" com créditos o cartão que nos permite viajar nos transportes públicos da cidade [ônibus e metrô], o denominado Bilhete Único.
É essencialmente pela necessidade deste último serviço que utilizo as lotéricas, muito em especial uma situada aqui na zona, mas de vez em quando lá jogo uma ou duas apostas, um ou dois conjuntos de seis números [dezenas] no concurso da Mega Sena, afinal o Loto se encarado na perspectiva lusitana. Às vezes o "bolo" é grande: para hoje, Quarta-feira, a estimativa [já que há acumulado do concurso de Sábado] é de a sena pagar 61 milhões de reais [aí uns 25 milhões de euros]. Como em Portugal, também por aqui as casas de jogo têm por costume fazer umas "chaves em sociedade" de modo a que por um custo individual não muito elevado vários apostadores joguem forte e tenham uma maior chance de acerto. Se acontecer acerto, o "bolo" é então dividido pelo número de sócios apostadores. É o chamado bolão.

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Entenda-se que a entidade organizadora dos concursos, em Portugal a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa e por aqui a Caixa Económica Federal [semelhante à CGD lusitana], não tem nada a ver com estas sociedades de ocasião já o que para ela conta é unicamente o boletim que foi registado e, verdade seja dita, se formos esmiuçar a Lei talvez encontremos algo de ilegal na realização destes sistemas de apostas. Mas, a verdade verdadinha é que em todo o lado se faz e se joga assim, e eu próprio fui um dos instigadores destes sistemas de apostas na agência de jogo de meu irmão.
Bom, depois de tão longa introdução já os caros amigos e amigas desconfiam do que me levou a fazer esta entrada: é que o proprietário da Esquina da Sorte é afinal um grande vigarista que recebia o dinheiro dos sócios apostadores e não registava os bolões. Diz o Povo na sua sabedoria que o cântaro tanta vez vai à fonte que um dia deixa lá a asa, pois para azar dos 40 apostadores de um determinado bolão a sorte bafejou-lhes, contudo jamais poderão receber os cinquenta e tal milhões [concurso de Sábado passado] já que o proprietário vigarista não fez o registo do bilhete.
O mal de uns é, muitas vezes, o bem de outros, e com esta já tenho base para manter um rotundo não quando a menina insistente de sorriso comercial, há quem lhe chame sorriso simpático, me bombardear com a mais chata das perguntas que me faz quando eu entro na lotérica: "não quer um bolão da Mega Sena? Paga 50 milhões. Custa só 10 reais."

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publicado às 10:39




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