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Isabella

por neves, aj, em 31.03.10

Paz à sua memória
[pela primeira vez, em dois anos, falamos acerca de uma flor horrorosamente arrancada ao jardim da vida pelas mãos que a deveriam proteger]

O sobrenome de Isabella era Nardoni, por oferta do pai que lhe deu a vida. Contudo aqui omitimo-lo porque não podemos pactuar com o assassino que roubou a vida à pequena Isabelle, Alexandre Nardoni de seu nome e afinal esse tal que contribuiu para a sua concepção conjuntamente com Ana Carolina Oliveira, a mais jovem dos adultos que se vêem na fotografia. Alexandre e Ana Carolina não eram casados, não sabemos bem se algum dia o foram e se estavam divorciados. É irrelevante. Alexandre, a besta, está sim casado mas com outra mulher, curiosamente também Ana Carolina, mas Jatobá de sobrenome. Têm dois filhos ainda pequenos. À altura dos acontecimentos, em 2008, um dos filhos seria ainda bebé, de um ano, ano e pouco. O outro pouco mais velho, talvez três anos. Residiam os quatro em apartamento de prédio localizado em zona residencial em que o nível económico dos moradores aparenta ser razoavelmente bom, ou bom, pelo menos sem os problemas de inventar onde ir buscar o dinheiro para os gastos básicos de uma família. Isabella [com dois eles], filha dividida entre o seu lar e, de tempos a tempos, o lar do pai, costumava juntar-se à família Nardoni, afinal era uma. Não sabemos se todos os fins-de-semana se de quinze em quinze dias ou de mês a mês. Irrelevante. O dia 29 de Março de 2008 era um Sábado de um fim-de-semana que se tornou trágico para Isabella, menina linda de apenas 5 anos. Tinha ido passá-lo com Alexandre, com Jatobá e os seus irmãos. Segundo imagens de câmaras de vigilância os cinco passearam harmoniosamente por aqui e por ali, por Centros Comerciais, e regressaram a casa. Dos Nardoni. Após chegada à garagem do prédio, Alexandre disse que subiu primeiro com Isabella e veio buscar os outros filhos. Não memorizámos os pormenores, mas continuou dizendo que quando chegou novamente ao 6º andar [parece-nos ser o sexto] que habitavam, Isabella já lá não estava. Estava caída na relva ou grama que embeleza o edifício justamente na direcção de uma janela do andar e à qual tinha sido cortada a tela ou rede de protecção. Isabella tinha sido lançada pela janela e jazia no solo com fracos sinais de vida acabando por falecer no local.

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Alexandre e Jatobá nunca confessaram o crime. Dois anos depois foram julgados por um júri popular que não teve dúvidas em reconhecer as provas periciais feitas pela Polícia Científica como provas testemunhais de um crime hediondo. As penas foram as previsíveis [e possíveis], à volta de trinta anos. Alexandre foi "mais castigado", afinal teria sido ele quem lançou pela janela abaixo a menina, sua filha, o que contribui também como agravante de pena. Jatobá, mulher de personalidade tempestiva, teria estrangulado a pequena Isabella. Causas? Talvez nem tenham sido relevantes. Pessoalmente não acreditamos que tenha havido premeditação. Qualquer reprimenda a Isabella, nomeadamente da sua madrasta, teriam levado esta a não controlar a raiva e a agredir de modo brutal a pequena sua enteada. O pânico e a paranóia de um banana em defender a companheira pelo crime praticado [embora o estrangulamento não tenha sido a causa de morte] teriam feito o resto.
Em tempo - redigido sem consulta, apenas o que a nossa memória guardou. Diga-se que não ficámos impassíveis, mas também não acompanhámos o caso a peito, contudo o bombardeamento da imprensa foi de tal ordem, especialmente televisivo, que seria impossível não termos guardado, Apesar de o recurso ser possível [recurso apenas para hipotética repetição já que se tratou de um julgamento com júri popular] e de a sentença ainda não ter transitado em julgado [ou lá como se diz] achámos que seria uma idiotice andarmos com a palavra presumível para cá e para lá.

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publicado às 11:23


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