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Histerectomia

por neves, aj, em 01.04.10

Hoje na primeira página do portal Uol, lemos: "retirada de útero é mais frequente em brasileiras com menor escolaridade."
Afinal o que devemos deduzir? Que as mulheres que andam menos tempo na Escola são mais propícias às doenças uterinas? Ou que os mulheres com mais anos de escolaridade se recusam a seguir os conselhos médicos? Sim, porque só o médico é que decide se um útero necessita de ser extraído [parcial ou totalmente]. Sinceramente que não descortinámos a importância de tal dedução ser "primeira página" [outros itens como a idade ou residência aceitar-se-iam] o que até nos trouxe à memória a célebre experiência científica feita com uma centopeia [não necessariamente com cem patas, esta tinha apenas uns 20 pares de patas].
Estava então o cientista chanfrado às voltas com uma centopeia estirada na mesa de laboratório, arranca-lhe o primeiro par de patas e dá-lhe a ordem: anda centopeia. O animal andou. Arranca-lhe o segundo par de patas e o terceiro, o quarto, o quinto e o sexto e dá-lhe a mesma ordem: anda centopeia. O animal andou apesar de não com muita facilidade. Entusiasmado, o cientista arrancou mais um, outro e mais outro par de patas, deixando o pobre do animal apenas com um par. Anda centopeia. O infeliz do animal, obediente que é, fez das tripas coração e a muito custo conseguiu dar um passito. Quando se preparava para ensaiar o segundo passo o chanfrado arranca-lhe o último par de patas e grita: anda centopeia. A centopeia não se mexeu. Anda centopeia, anda centopeia e a centopeia nada, quieta, não andava. Conclusão do cientista chanfrado: centopeia sem patas é surda!

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publicado às 08:15




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