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Irreverência... freudiana, talvez

por neves, aj, em 28.07.07

CLICARNuma belamanhã de Abril os habitantes de Praga, capital da República Checa, acordaramcom os semáforos da sua cidade vandalizados de uma forma deveras inusitada, masconvenhamos que também artisticamente imaginativa e singular.
Contam os relatosque o prefeito/presidente da câmara lá do sítio depressa tratou de reparartamanha audácia dos amigos da noite não só por, certamente, achar estamanifestação de arte como uma indecente devassidão como até poderia levar osseus munícipes a pensar que a liberdade de verter águas tinha tomado as ruasda capital.
Para mais a cidade tinha a obrigatoriedade de se manter engalanadajá que se aproximava o dia de referendar sobre colocação em praça deestátua de médico famoso no mundo que apesar de ter nascido austro-húngaropode ser considerado agora cidadão checo atendendo ao mapa político actual: é que a Freiberg onde o
distintonasceu era na altura região (Morávia) integrante do Império Austro-Húngaro,e hoje é Pribor, cidade da República Checa.
CLICAREmvias de tal, e comoachamos que nada na vida acontece por acaso, esta irreverência certamenteque muito terá a ver por o cidadão a homenagear dar pelo nome de SigmundFreud, que para além de ser considerado o Pai da Psicanálise esse método(revolucionário para a altura) que investiga as profundezas do psíquico, étambém figura estritamente relacionada com a sexualidade.
Rezam asnotícias que o citado referendo sobre o monumento a Freud teria acontecido emAbril, mas lamentamos não podermos revelar o seu resultado por mais pesquisaque tivéssemos feito. Fica a ilustração (clicar sobre) que, convenhamos, é espectacular enos convida até a olharmos um pouco para dentro de nós próprios em reflexão.

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publicado às 22:27


1 comentário

De filhex a 03.08.2007 às 10:41

Estes semáforos sempre eram um pouco mais criativos, não queriam ficar atrás de Berlim que tem dois géneros de semáforos diferentes que distinguem "a divisão das duas alemanhas".
A estátua é muito criativa. Gosto da sensação de infinito que transmite, do ciclo vicioso, parece que não tem limites apesar de estar bem delimitada.
Faz-me lembrar uma foto que se encontrava (julgo) no centro de nossa cidade, vulgo "balcão", que me encantava nos tempos de criança. A foto era de Eusébio e sr. David Oliveira junto a uma estátua do primeiro e de uma foto que era precisamente a mesma e assim sucessivamente. Lembras-te?

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