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Mulher ao volante

por neves, aj, em 19.08.07

(juramos quesó queríamos ensinar a trocar umpneu, mas a crónica mudouinesperadamente de rumo)

Perseguidoraimplacável da motorista portuguesa, a tese de que mulher ao volante é perigoconstante tem igualmente por aqui acérrimos defensores, o que nos congratulasubstancialmente já que vem provar de maneira inequívoca que no mundo daguerra dos sexos o machismo não é privilégio dos homens portugueses.
HajaDeus.
Photo Sharing and Video Hosting at PhotobucketDe início,quando começou a conquistar o seu espaço na estrada, a mulher (sabedorade tal ditote vexatório) tratou então de aprimorar-se e de fazer da sua formade conduzir (por aqui diremos dirigir) uma ode à perfeição. Contudo, com oandar dos tempos e após a conquista desse espaço transformou-se numa igualentre condutores e pode-se considerar que agora está no mesmo nível... igualnível também de asneiras, note-se, e tão perigosa e descuidada quanto osmachos já que os excessos de velocidade, as ultrapassagens imprevidentes e asconversas no telefone móvel durante a condução de um automóvel deixaram deser privilégio de um único sexo.

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Lamentavelmente a mulher que conduz ou dirigetornou-se insensível também, como os machos. Pelo menos nas grandes cidades,parece-nos a nós... nesta em que residimos de certeza absoluta e com clareza econhecimento o afirmamos. Desengane-se todo e qualquer peão/pedestre que esperaamabilidade (afinal dever) de um/uma automobilista para atravessar rua ouestrada movimentada mesmo que esteja pisando em passadeira de peões/faixa depedestres só que livre de sinais vermelhos. Como não há semáforo (por aquitambém farol) avança-se, claro, que já é hora de estar em casa, no encontro,no trabalho, na escola do filho. Mesmo que o candidato à travessia seja casalem que um deles erga uma fina bengala, o resultado é o mesmo: ninguém páranem abranda sequer, homens e mulheres insensíveis transtornados pela azáfama epelo poder de possuir entre mãos uma máquina poderosa carregada de cavalos (talveztambém de burros) afinal uma arma, arma tão mortífera como as demais só que aqui o gatilho é naforma de pedais.
Bom,deixemo-nos de exageros... sabemos perfeitamente que há sempre aquela almacaridosa que abranda
oupára e está-se mesmo a ver que sem elas, sem esses homens e mulheresprevidentes e sensatos, esta crónica não seria possível.
E o desabafolá se foi...

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Em verdade vosdizemos caros amigos e amigas que o tema a explorar não era este. Vejam lá que onosso desejo primeiro até era dar uma forcinha à mulher/motorista, dar-lhe meios deinformação para não estar dependente do macho em situação de avaria aolongo da estrada e ao mesmo tempo fornecer-lhe um sítio intitulado Penélope,charme ao volante (ligação no banner) que achámos interessante e queaté pode dar uma ajudinha, a homens e mulheres, para um melhor desempenho naestrada.

A escritalevou-nos para outros caminhos, mas cremos que não maus de todo. De qualquer formadesculpem lá qualquer coisinha, sim meninas?

Post scriptum -a propósito, sabíeis que Penélopeé sinónimo de fidelidade?

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publicado às 10:22




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