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Cinco anos de Brasil

por neves, aj, em 19.08.07

... de S. Paulomelhor dizendo já que imensidão tão vasta é impossível de conhecer em 5anos e por outro lado não viemos propriamente para participar na Volta ao Brasil.
Viemos. Viemose pronto.


Photo Sharing and Video Hosting at PhotobucketComo vos contein' A Viagem aaventura iniciou-se na madrugada do dia 19 de Agosto de2002 pouco tempo depois de as trombetas dos Anjos terem cessado a sua actuaçãonas Festas da Cidade de Santa Comba e faltaria pouco para o meio-dia quando oavião começou a rolar pela pista, suave e lentamente. Ao som de LisboaMeninae Moça o Airbus acelerou, ergueu o focinho e mergulhou nas nuvens para umalonga travessia atlântica de 10 horas ou quase. Seriam cinco e meia da tarde,afinal já noite, do Horário de Brasília quandoas rodas do trem de aterragem ou de pouso tocaram a pista de Cumbica, oAeroporto Internacional de S. Paulo situado no município vizinho de Guarulhos.


Passados cincoanos cá estamos nesta metrópole de tamanha vastidão e bulício, vivendo umdia de cada vez sem pressa nem pressões, talvez mais um paradoxo que nosenvolve. Pela escrita se pode ir vendo que não estamos descontentes e se nãogritamos contentamento é porque seria mui ofensivo para com a mãe-terra paraquem, registe-se, aprendemos a olhar de outro modo, sentindo por ela, comcarinho e dedicação livres de bairrismos bacocos, algo quetalvez nunca tivéssemos sentido e a desejar intensamente que ela progridaindependentemente de quem a governe.
Ao contráriodo que possam pensar os de argumento fácil, de discussão de mesa de café,esse sentimento não é nostálgico (profunda saudade) nem sequer saudade jáque tais formas de sentimento implicariam dor e tristeza, talvez atémelancolia... e, por enquanto, tais formas andam arredias da nossa mente.
Nãodará para notar?
É certo que por vezes sentimos falta de algo como deuma sardinha em molho de escabeche ou de uma hora retemperante no Miradouro doOuteirinho, talvez também a falta do movimento citadino no Balcão ou umsimples papo com um amigo, mas nada que a arte e o engenho não consigamdriblar. É também certo e sabido que é muito mais difícil de driblar essa faltade algo se este algo se refere às pessoas que amamos, mas sãocontingências da vida que temos de aprender a superar e que podem ser bemamenizadas através do telefone e da internet, esta maravilhosa rede das redesque ainda há poucas horas nos permitiu falar directamente e intensamentecom o formoso fruto brotado da semente plantada há uma vintena de anos.  
Em final decomemoração (sim, cá em casa assinalámos o dia) confessamos, no entanto, quegostaríamos de neste preciso momento voar, voar num repente, comer a sardinha etodos os algos, respirar a paisagem avistada do Outeirinho, apertar osossos a meia-dúzia de amigos, dar uma beijoca bem especial à menina-mulher evir, voltar... por aqui temos também quem nos ama.

Aquele abraço!

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publicado às 23:26


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